terça-feira, 20 de maio de 2025

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Luto perinatal: dor invisível exige acolhimento e assistência especializada 

Psicóloga do Mater Dei Santa Clara orienta sobre o impacto emocional da perda gestacional, como nos casos de Tati Machado e Micheli Machado, e destaca a importância do apoio profissional, familiar e institucional nesse processo. 

O luto perinatal ocorre a partir da perda de um bebê durante a gestação ou nos primeiros dias após o nascimento. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), definem-se como perdas perinatais tanto os natimortos (óbitos fetais a partir de 22 semanas de gestação) quanto as mortes neonatais precoces (até sete dias de vida). No Brasil, a taxa de natimorto é de 6,98 óbitos por mil nascimentos.

O papel das instituições de saúde é fundamental: protocolos de assistência humanizada, conforme preconizado pelo Portal de Boas Práticas da Fiocruz, recomendam comunicação clara e empática da equipe médica, ambiente reservado para acolhimento e oferta imediata de suporte em saúde mental. A capacitação continuada dos profissionais, incluindo treinamentos regulares sobre luto perinatal e aplicação de protocolos de boas práticas no atendimento, pode amenizar o impacto da notícia e prevenir complicações emocionais a longo prazo. 

Em Uberlândia, a Prefeitura sancionou, em 8 de maio de 2025, a Lei Municipal nº 14.392, que determina a obrigatoriedade de hospitais públicos e privados oferecerem alojamentos separados para mulheres que sofreram perda gestacional, óbito fetal ou neonatal. A medida tem como objetivo proporcionar um ambiente que respeite a privacidade e o bem-estar psicológico dessas pacientes, evitando que compartilhem espaços com mães que acabaram de dar à luz. De acordo com o Dr. Jefferson Batista de Paula Silva, coordenador da área de ginecologia e obstetrícia do Mater Dei Santa Clara, a unidade já atende a essas recomendações. 

Casos recentes, como da apresentadora Tati Machado e da atriz Micheli Machado, deram visibilidade ao tema. Mary Diniz, psicóloga clínica do Mater Dei Santa Clara, aponta que o luto perinatal envolve não apenas a ausência física do bebê, mas a perda de expectativas, sonhos e projetos relacionados à maternidade ou paternidade. “Cada pessoa vivencia essa perda de modo único”, afirma.

Quando buscar ajuda profissional

Mary recomenda atenção a sinais que indiquem necessidade de suporte especializado:

Impacto na rotina: dificuldade para retomar atividades diárias, autocuidado ou cuidado de outros filhos;

Isolamento social: afastamento prolongado de amigos, familiares e atividades de trabalho ou estudo;

Sintomas depressivos ou ansiosos: desesperança persistente, insônia, alteração de apetite, ataques de pânico ou tristeza intensa.

Modalidades de apoio

Segunda a psicóloga, o apoio recomendado inclui psicoterapia para elaboração do luto e construção de estratégias de enfrentamento, avaliação psiquiátrica, em casos de sintomatologia intensa com possível indicação de medicação, participação em grupos de apoio que promovam o compartilhamento de experiências semelhantes e mobilização da rede familiar e de amigos, respeitando o ritmo de cada pessoa. 

Rituais de despedida

Para muitos, a criação de rituais simbólicos — como a atribuição de nome ao bebê, a redação de cartas de despedida, cerimônias íntimas com ou sem cunho religioso, acendimento de velas ou plantio de árvores — contribui para validar a existência da criança e sinalizar o início do processo de elaboração da perda.

O papel do hospital

A forma de comunicação e o acolhimento institucional influenciam diretamente a experiência do luto. Protocolos de assistência humanizada devem incluir:

Comunicação clara e empática da equipe médica;

Disponibilidade imediata de suporte em saúde mental;

Estruturas que garantam privacidade e conforto;

Treinamentos regulares das equipes sobre cuidados em luto perinatal.

A dor do pai

Mary Diniz ressalta que o pai também enfrenta sentimentos próprios, muitas vezes invisibilizados. “Ele pode manifestar culpa, impotência e luto adiado”, explica. “É preciso evitar frases que reforcem o papel de homem forte e invalidem o sofrimento. O pai também perdeu um filho, ele não é coadjuvante no luto – é protagonista de uma dor própria”, lembra a psicóloga.

Outras perdas no período perinatal

Além das mortes fetais (natimortos) e neonatais, o luto perinatal abrange perdas recorrentes, perdas por malformação fetal, luto antecipatório após diagnóstico de condição incompatível com a vida e luto simbólico pela frustração de expectativas. “Romper o silêncio em torno dessa dor é um ato de humanização do cuidado e reconhecimento de que toda vida, ainda que breve, possui significado profundo”, reforça a profissional.

Evitar frases que invalidam

Expressões como “vão ter outros filhos” ou “foi a vontade de Deus” prejudicam o acolhimento. Em vez disso, recomenda-se a escuta silenciosa e acolhedora, com mensagens de presença, por exemplo: “Sinto muito pela sua perda. Estou aqui para ouvir você.”

Importância do debate

Mary afirma que falar sobre luto perinatal contribui para romper o silêncio em torno de uma experiência muitas vezes invisibilizada. “A humanização desse cuidado evita adoecimentos emocionais graves e reconhece o valor de cada vida, mesmo que breve”.

 

 

segunda-feira, 19 de maio de 2025

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 Prefeitura instala 60 novas câmeras de segurança em pontos estratégicos da cidade

Equipamentos permitirão que o governo municipal, a Defesa Civil e os órgãos de segurança ampliem ações em defesa da população 


 





secretaria de Comunicação/PMU

 

 

Empenhada em oferecer mais segurança para a população, seguindo a diretriz do prefeito Paulo Sérgio, a Prefeitura de Uberlândia está instalando 60 novos dispositivos de monitoramento (câmeras de videomonitoramento) na cidade. Os equipamentos ficarão em 21 pontos estratégicos. No novo esquema, são oito novos pontos e 13 substituições em locais de grande circulação de pessoas e veículos, como avenidas, pontes e viadutos. Os pontos de instalação foram definidos pelos órgãos responsáveis pela segurança pública e pela Defesa Civil. Por razões de segurança, não são divulgados.


 

            De acordo com o secretário municipal de Segurança Integrada, Cel. Fernando Marcos dos Reis, a ampliação do sistema de monitoramento em Uberlândia inclui novas tecnologias, como emprego de inteligência artificial, leitura de placas de veículos e reconhecimento facial e de caracteres. “Também estamos investindo na modernização do sistema de videomonitoramento Olho Vivo, em parceria com a Polícia Militar, com a substituição de câmeras atuais por equipamentos mais modernos e inteligentes, garantindo mais eficiência e segurança para a população”, afirmou o secretário.


 

            A instalação dos novos equipamentos é mais uma ação realizada nos primeiros meses do governo Paulo Sérgio na área de segurança. Em março, a Prefeitura de Uberlândia, por meio da Secretaria Municipal de Trânsito e Transportes (Settran), lançou o videomonitoramento online de mais de 400 ônibus do transporte público municipal, que correspondem à frota total das três empresas concessionárias que operam na cidade. O sistema foi implantado pela Ubertrans e abrange também as 24 estações de ônibus dos corredores das avenidas João Naves de Ávila e Segismundo Pereira.


 

19/05/2025

Marden Rangel

imprensa@uberlandia.mg.gov.br

(34) 3239-2441/2883/2684

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 Câmara Municipal de Uberlândia

 

Destaque do Dia

 

Ficha limpa para nomeação de cargos comissionados é aprovada, em segunda votação, durante a penúltima reunião ordinária de maio


 

Segunda votação e redação final

 

01.Projeto de Lei Ordinária N°. 19/2025 – de autoria dos vereadores Antônio Augusto Queijinho e Thais Andrade, que altera a Lei Ordinária de Nº. 13.315, de 08 de janeiro de 2020, que institui a exigência de ficha limpa para nomeação nos cargos comissionados existentes nos órgãos dos poderes Executivo e Legislativo. O projeto deve ser aprovado por votação simbólica. Maioria simples.

 

Segundo o projeto de lei, a nomeação para os cargos comissionados dos poderes Executivo e Legislativo ficam vinculados às disposições contidas na Lei Complementar Nº. 135, de 04 de junho de 2010 (Lei da Ficha Limpa); Lei Federal Nº. 11.340, de 07 de agosto de 2006 (Lei Maria da Penha) e Lei Federal Nº. 13.104, de 09 de março de 2015 (Feminicídio), estendendo-se aos crimes de estupro e estupro de vulneráveis, previstos respectivamente no Artigo 213 e Artigo 217-A do Decreto-Lei Nº. 2.848, de 07 de dezembro de 1940, do Código Penal, bem como os crimes de pedofilia previstos nos artigos 240 e 241 D da Lei Nº. 8.069, de 13 de julho de 1990, Estatuto da Criança e do Adolescente.

 

Para os autores da proposta, fica vedada a nomeação somente com a condenação transitada em julgado até o comprovado cumprimento da pena. E o descumprimento da presente lei acarretará a infração prevista no Inciso XIV do Artigo 1º do Decreto-Lei Federal Nº. 201 de 27 de fevereiro de 1967.

 

O projeto de lei foi aprovado por votação simbólica.

 

Maioria simples.

 

 

Em tempo: a próxima reunião plenária ordinária do ano, somente presencial, a décima (última) reunião plenária ordinária do quarto período da primeira sessão ordinária, deverá ser realizada amanhã, sexta-feira, dia 16 de maio, em horário regimental, com início provável às 9 horas, no Plenário Homero Santos da Câmara Municipal de Uberlândia.


 

Atenciosamente,

Frederico Queiroz

Jornalista

(34) 3239-1130 / 3239-1131

(34) 98811-6510